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Para uma nova era, uma nova atitude
"Se todos os homens aplicassem o conhecimento que recebem neles próprios,
já teriam realizado a missão do Cristo na Terra".
PARA UMA NOVA ERA, UMA NOVA ATITUDE
O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete! (Aristóteles )
É hora de uma profunda reflexão sobre nosso modo de vida e a imensidão de nossos equívocos. Precisamos decidir se vamos continuar nessa corrida desenfreada em busca das coisas materiais, ansiosos, preocupados, inquietos, construindo doenças, dores e sofrimentos, ou se vamos desvendar o nosso psiquismo, fonte da vida e de felicidade, e compreender as finalidades da vida e buscar novos rumos.
A terapêutica do psiquismo, do “conhece-te a ti mesmo”, do conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, é o mais eficiente recurso a nossa disposição para desvendar esses segredos.
Estudos sobre os elementos psíquicos não são novidade. A psiquiatria, a psicologia e a Doutrina Espírita os têm em grande quantidade. Porém, não havia terapêuticas eficientes, de fácil assimilação e aprendizado, acessíveis aos necessitados em geral, até o aparecimento da Apometria, do Desdobramento Múltiplo, da TVP e da Captação Psíquica. A constituição extrafísica do homem-espírito, a natureza e as propriedades de sua consciência e psiquismo precisam ser decifradas.
Os psicólogos Pierre Janet, William James, Jung, Assagiolli e os espíritos André Luiz, Joanna de Ângelis e muitos outros estudiosos ligados a psiquiatria, pesquisaram as “Personalidades Múltiplas”, as “Subpersonalidades” e os conhecidos distúrbios dissociativos de identidade. Nós, apômetras e terapeutas, estamos estudando, pesquisando e aprendendo como tratar alternativamente, de forma eficiente, não só as pessoas e espíritos, mas também esses elementos psíquicos, e buscando conhecer melhor suas propriedades, morfologia e comportamentos.
Saúde com saúde
SAÚDE COM SAÚDE
Reza o preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde que “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença.”
Terapeuticamente podemos entender que a estabilidade da saúde mental e física das pessoas depende do equilíbrio e da estabilidade da “estrutura perispiritual”, como também da personalidade transitória. As desarmonias ocorrem principalmente por duas razões abaixo elencadas.
A primeira razão é pela necessidade de reciclar memórias, conceitos e informações desatualizadas, armazenadas ou gravadas nos corpos sutis, que geram distorções nos impulsos que regulam a manifestação da personalidade física (transitória), produzindo distúrbios e o surgimento de personalidades psíquicas (subpersonalidades), e também o acordar de “personalidades múltiplas”, desarmônicas, vividas em outras existências.
A segunda razão é pelos pensamentos, sentimentos, emoções e ações desequilibradas da própria pessoa, ou pela ocorrência de eventos confrontantes que deflagram reações perturbadoras tanto na intimidade do psiquismo da pessoa quanto em seu campo emocional, que geram distúrbios. Só a harmonia entre os vários níveis de consciência e o equilíbrio do campo mental é que proporcionará a perfeita saúde.
O Perispírito e as Personalidades Psíquicas
O PERISPÍRITO E AS PERSONALIDADES PSÍQUICAS
O Perispírito (Corpos Sutis), base de estudo para o trabalho da Apometria e “Personalidades Psíquicas”, base de estudos para a Terapêutica das Personalidades Múltiplas, ou o Desdobramento Múltiplo.
Os “Corpos Sutis” já são conhecidos do espiritualistas há séculos e foram estudados por várias escolas iniciáticas, dentre elas a teosófica, mas não as personalidades psíquicas, que foram estudadas por terapeutas, psicólogos e psiquiatras. Independentemente do que as escolas estudaram e descobriram, nenhuma é detentora de todo o conhecimento ou da verdade absoluta. Apenas, esta ou aquela escola avançou mais, estudou ou teorizou sobre uma pequena parte desse conhecimento e dessa verdade.
Uma escola iniciática é, tão somente, uma instituição que agrega determinado grupo de pessoas simpáticas a uma idéia, ou a um conjunto de idéias e postulados. É um agrupamento de adeptos ou discípulos de um determinado “mestre” que prega um contexto filosófico, científico, religioso ou artístico, como, por exemplo, a própria escola apométrica criada pelo Dr. Lacerda.
Apenas para nos situarmos no contexto, podemos dizer que a escola apométrica segue as pegadas de antigas escolas tais como a vedantina, iniciatismo egípcio (Mistérios Tebanos e Menfíticos), Zend Avesta, Cabala Hebraica, os sistemas espiritualistas industânicos e as concepções dos antigos centros iniciáticos greco-romanos.
Seguem pelo mesmo caminho os sistemas utilizados pelas correntes neo-espiritualistas contemporâneas: a Teosofia, o Rosacrucianismo, a Antroposofia, o Martinismo, etc. Em todas, perfilham o setenário humano como modelo do complexo homem-espírito, Agregado Humano ou Agregado Perispiritual.
Stanislaus de Guaita, um dos mais eruditos e profundos ocultistas contemporâneos, tentou estabelecer uma classificação baseada no setenário, a fim de unificar os ensinos da Cabala com o Ocultismo oriental e ocidental. Sua classificação definiu que o espírito puro é revestido pelos seguintes corpos: 1º corpo, o (Átma); 2º a alma inteligente e espiritual (Corpo Búdico); 3º a alma passional, lógica e compreensiva (Corpo Mental Superior); 4º a alma instintiva e impulsiva (Corpo Mental Inferior); 5º o corpo astral (Corpo Astral); 6º o corpo fosforescente (vitalidade), (Duplo Etérico); 7º o corpo material (sarcossoma), (Corpo Físico). Na realidade, a mesma classificação catalogada por Dr. Antonio J. Freire, em quem Dr. Lacerda também se baseou. Essa é a composição setenária do homem, utilizada na Apometria, base fundamental de todo o esoterismo do oriente e da Grécia antiga, e representa apenas um desdobramento do bloco intermediário do ternário clássico (Corpo, Perispírito e Espírito). Por ser baseada nesse contexto ainda desconhecido, os postulados da Apometria são discutíveis e difíceis de serem provados, pelo desconhecimento atual sobre os elementos em que se baseiam, e pela falta de fundamentação concreta, comprovável, objetiva. Basta ver o que dizem os espíritos sobre o assunto. Miramez explica na obra “Horizontes da Mente”, 8ª edição, Fonte Viva, página 186/187, que “o estudo dessa organização que chamais de perispírito, ou corpo espiritual, (...) é realmente fascinante. (...) Sua perfeição é muito maior que a do corpo fisiológico (...). Todos os corpos não passam de simples vestes do espírito imortal e de consciência permanentemente viva (...). (...) O mundo espiritual vai revelar aos homens a engrenagem do corpo bioplasmático da alma (...) e sua engenhosa feitura. As leis que ele obedece são as mesmas que regem o corpo físico (...)”.
Ramatis, em seu livro “Elucidações do Além”, psicografia do professor Hercílio Maes, editado pela antiga editora Freitas Bastos, fala do setenário e sua complexa e inimaginável estrutura com muita propriedade. No capítulo Elucidações sobre o Perispírito, página 70, ele refere: “Assim, o simples fato de o perispírito abranger o corpo mental, que é a fonte do pensamento e o corpo astral, que dá vida aos desejos, sentimentos e emoções humanas, ele já se revela um instrumento inconfundível e de assombrosa complexidade, (...)”.
Em “Chama Crística”, Ramatis, pela psicografia de Norberto Peixoto, informa:
“A centelha que está em vós, o espírito eterno, tem vários mediadores ou corpos vibracionais. O mais denso, lento e pesado é o corpo físico, verdadeiro fardo sobre as potencialidades plenas da alma, e tão necessário ao aprendizado. Os corpos mediadores, que fazem parte do perispírito na sua evolução, servem-lhe para relacionar-se com as várias dimensões vibratórias em que passará e atuará até chegar ao anjo. São impermanentes, vão se desfazendo e se desintegrando, gradativamente, (...)” (pág. 54). Deixa claro que está falando dos mediadores que atuam em “dimensões vibracionais” diversas, não de personalidades psíquicas. Uma leitura atenta da obra kardecista traz a luz o fato de que o perispírito é formado de várias camadas, como aliás, também assinala o espírito André Luiz. De fato, quanto ao perispírito (em sentido amplo) ou corpo espiritual, as revelações confluem para um modelo composto de camada, tipo “cebola”, que engloba vários corpos. Isso ninguém tem dúvida, mas corpo é estrutura de suporte, não é personalidade.
Já as Personalidades Psíquicas são estudadas por psicólogos, psiquiatras e terapeutas. É assunto corriqueiro no dia-a-dia dos consultórios e dos centros de tratamento fraternistas. É conhecimento e fato plenamente objetivo, concreto, fácil de ser provado através do comportamento das pessoas dissociadas, de diagnóstico terapêutico, dos sintomas, da incorporação, do diálogo indagador, da repetição do fenômeno, da comprovação das informações, e também os elementos podem ser observados pela vidência.
A dissociação de personalidade vem despertando a atenção dos pesquisadores da psicologia e da psiquiatria há bem menos tempo que os corpos, mas mesmo assim o tempo suficiente para se fundamentar solidamente. É com base na dissociação de personalidade que estamos construindo a técnica terapêutica do Desdobramento Múltiplo, que vem proporcionando excelentes resultados e promissoras possibilidades. Evidentemente, não somos ingênuos a ponto de pensar ou acreditar que ao desenvolver uma técnica terapêutica eficiente como é o caso do Desdobramento Múltiplo, estamos reinventando a roda ou fazendo escola. Sabemos que a par de muito estudo, observação, pesquisa e experimentação, temos o amparo da espiritualidade superior que, como nós, trabalha pelo futuro da felicidade humana. Os estudos básicos sobre Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades não são nossos. Apenas, persistimos nesses estudos e na experimentação prática através da captação psíquica e da incorporação. Nossa é a técnica de atendimento designada de Desdobramento Múltiplo que serve para tratar os distúrbios causados por essas personalidades e subpersonalidades. Aqueles que estudam ou buscam informações sobre o assunto encontrarão farto material informativo não só em nossos escritos, mas na literatura psiquiátrica, terapêutica, psicológica e espiritual.
No dizer de Joanna de Ângelis, “o Homem-Espírito é um maravilhoso conjunto de fenômenos constituído por energia pensante, energia modeladora e energia condensada, agindo e interagindo, simultaneamente, em diversas faixas de vida, em um universo multidimensional, igualmente fantástico e maravilhoso”.
Os Corpos são as ferramentas estruturais de apoio e ação do espírito, que lhe dá condição de manifestar os fenômenos ligados a consciência em forma de personalidades (Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades). As Personalidades Múltiplas são as personalidades vividas em outras existências. São manifestações do fenômeno anímico e podem ser chamados de “personas”, “máscaras”, “papéis”, “fachadas”, “eus”, “cisões” ou “múltiplas personalidades”. Têm certo grau de consciência de si mesmas e de suas possibilidades. São extratos ou resquícios de personalidades ainda apegadas às existências que viveram, com apegos ainda não diluídos ou não integrados totalmente à individualidade. Cindidas de seu bloco psíquico passam a agir com maior consciência de si mesmas, com relativa independência, extraindo energia do corpo físico.
Subpersonalidades são desdobramentos do “eu pessoal”, personalidade ou consciência física. São manifestações do fenômeno personímico.
Tanto um quando o outro elemento são velhos conhecidos dos mestres da psicologia, estudados e doutrinados nos consultórios psicoterápicos e terapêuticos, nos centros ou grupos espíritas ou espiritualistas. Vivem “dentro” ou “fora” de nós como se fossem outras pessoas ou parte delas, mas estão sempre dentro do nosso campo psíquico ou consciencial.
Quando apegados em aspectos negativos de passadas encarnações ou em momentos traumáticos vividos durante essas encarnações, podem gerar distúrbios de variada ordem. Permanecerão assim até que sejam orientados (doutrinados ou esclarecidos) ou se dêem conta do equívoco em que vivem.
Dentre as Funções, Propriedades e Natureza desses elementos conscienciais em estudo podemos relacionar algumas: agir, reagir ou interagir, individualmente ou em grupos, de forma integradora ou desintegradora, entre seus pares, dentro do campo vibracional da consciência, provocando reações positivas ou negativas em todo o cosmo consciencial, visando seu constante aprimoramento.
Esses elementos “hibernam” ou “acordam” “dentro” do bloco de consciência, conforme necessidade de evolução ou capacidade de resolução do espírito, tornando-se mais ou menos ativos, reativos, cooperadores, omissos ou antagônicos, dificultando ou facilitando a construção da individualidade, até que um dia se integrem ou se fundem totalmente à personalidade cósmica ou à individualidade eterna, abrindo mão dos individualismos gerados pelas existências físicas já vividas, diluindo-se totalmente.
As Personalidades Múltiplas quando cindidas, comportam-se como “pessoas” encarnadas, esquecidos da desencarnação sofrida. Discutem, defendem supostos patrimônios, teses e postulados, fazem planos, agem e não se dão conta de que estão ligados a uma personalidade física. Outras se apresentam angustiadas, agressivas, vingativas, arredias, e não entendem porque têm de permanecer ligados a uma pessoa diferente (nova personalidade física). Por isso, atacam-na, ironizam-na e a rejeitam. Existem também as que se apresentam plenamente conscientes de sua condição, como também as inconscientes. Umas tantas são simplórias, viciosas, confusas e perturbadas, outras são arrogantes, ignorantes, orgulhosas, soberbas e maldosas. Não se integram à atual personalidade porque não querem ou não sabem o que está acontecendo. Opõem-se à polaridade sexual que vestem, rejeitando-a. Dificultam a infância, a maturidade, a velhice, a aparência, a família ou a condição social em que estão inseridas. Boicotam profissões, criam dificuldades de toda a ordem, chegando a levar o encarnado a comprometer o empreendimento encarnatório.
Esses elementos ou estruturas se apresentam com várias aparências, atitudes e comportamentos. Quando vigorosos, são formas extremas de “personalidades múltiplas” altamente potencializadas com as memórias totais de uma vida passada.
Quando positivas, chamamos de “personalidades alimentadoras”, “personalidades de base”, “personalidades guias”, “personalidades mentoras”, etc. Procuram guiar a consciência encarnada, “ego”, para os aprendizados produtivos, para a moral e os bons costumes, a ética e a religiosidade, a fraternidade e a responsabilidade, o amor e as grandes realizações. Representam a conhecida “voz da consciência”.
Quando negativas denominamos de “pseudo-obsessores”, “personalidades parasitas, omissas, vingativas, ociosas, doentias, negativas”, “lado ruim”, “resíduo de personalidade”, “extrato de memória”, etc. Criam confusões de toda a espécie, geram doenças, destroem relações afetivas, dificultam aprendizados, provocam desentendimentos, estimulam comportamentos e viciações, rebelam-se, frustram-se, reagem, interferem, afastam-se, associam-se a outros elementos anímicos ou a espíritos, em prejuízo da proposta encarnatória ou contra terceiros, familiares, colegas de trabalho, vizinhos, conhecidos ou desconhecidos.
Esses elementos sempre acordam ativados por algum estímulo desencadeador qualquer, no plano da consciência física ou espiritual, um vício, uma vibração, uma imagem, um cheiro, um olhar, um tom de voz, um som, uma provocação, um ataque, um descontentamento, uma humilhação, um medo, um trauma, etc. Desarmonizam o psiquismo, prejudicam a saúde e drenam a economia energética dos encarnados.
Muitos permanecem adormecidos por séculos até que algo os ative, ou então, a própria necessidade evolutiva da pessoa os despertará para que reformulem seus conhecimentos e conteúdos conscienciais.
Através de orientação podem ser redirecionados ou integrados ao bloco de “ego”. Ou então, diante de atitudes positivas da consciência física entram em colapso, anulando-se ou integrando-se as atividades progressivas da consciência física ou espiritual.
Ao se integrar ao “projeto encarnatório”, diluem-se na personalidade atual e depois na individualidade eterna. Juntos formam, aparentemente, o bloco de consciência física ou “ego”, conservando os atributos que lhes são inerentes juntamente com o aprendizado de suas experiências. Agrupam-se por afinidade.
Muitas vezes são mais inteligentes do que a própria personalidade encarnada, ou até mesmo do que os doutrinadores e terapeutas que tentam neutralizá-los. Daí a dificuldade com a terapêutica psicológica, medicamentosa e mesmo a medianímica ou espiritual.
Terapeuticamente, nos interessa conhecer e tratar os defeitos, comportamentos, distúrbios e sintomas, que se apresentam em forma de traumas, melindres (recalques), medos, postulados, apegos (hábitos), resultantes das experiências dolorosas, vividas por cada personalidade em algum momento de seu processo evolutivo, no plano físico ou espiritual.
Assim também ocorre com as Subpersonalidades, embora em menor grau.
Devido às dificuldades de entendimento sobre o que são corpos e o que são personalidades, vale uma reflexão sobre o que Kardec estabeleceu, em forma de regras para avaliação sobre a utilidade de uma tese de trabalho, baseada em três princípios: o princípio da universalidade; o princípio da utilidade e o princípio do bom senso. As duas teses são distintas, porque baseadas em fundamentos diferentes, mas visam os mesmos resultados. Então, a discussão que vem ocorrendo é inútil, porque os dois lados obtém resultados positivos, embora os fundamentos diferentes.
01 - O princípio da universalidade que pergunta:
P - O fenômeno das Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades ocorre com pessoas diferentes, em lugares diferentes e pode ser percebido por médiuns diferentes?
R - Sim, desde que haja médiuns sensíveis, estudiosos, sérios, dignos e treinados.
02 - O princípio da utilidade que questiona:
PA – É útil uma terapêutica que trata com facilidade e resultados expressivos os desdobramentos e as dissociações desarmônicas?
R - Sim. Sem dúvida.
PB - Serve para auxiliar ao semelhante?
R - Evidentemente que serve. Não há auxilio mais bem-vindo do que aquele que devolve a esperança de cura para determinada doença aparentemente incurável, e o alívio à angústia ou dor atormentadora, e ainda sem que a pessoa tenha que pagar nada por isso.
PC - Facilita a compreensão dos sintomas apresentados pelo paciente?
R - Sim, sem dúvida, facilita. Além disto, nos possibilita uma ótima e decisiva orientação comportamental ao paciente.
03 - O princípio do bom senso confirma: a dissociação de personalidade é fato comprovado. O tratamento proposto dá excelentes resultados. Para negar tais evidências, necessário se faz negar as próprias afirmações e estudos de André Luiz, de Joanna de Ângelis, sobre o animismo e as personalidades psíquicas, os experimentos do psicólogo e neurologista francês Pierre Janet (Professor de Psicologia na Sorbonne e no Collège de France que em 1898 apresentou a tese das “personalidades múltiplas”. Da mesma forma, é a total negação dos estudos de Jung, de Roberto Assagiolli, e, por fim, é negar as assertivas do grande psicólogo americano William James, um dos pioneiros na identificação das “múltiplas personalidades”. Portanto, a terapêutica que trata dos distúrbios do psiquismo gerado pela dissociação de personalidade e do despertar das personalidades do passado (Múltiplas). Essa técnica tenderá a se firmar cada vez mais como valioso recurso de alta possibilidade e eficácia nos tratamentos das desarmonias de ordem energética e espiritual. Os atuais resulta dos já comprovam isso. Os estudos se avolumam e a nossa confiança aumenta.
Transcreveremos aqui um pequeno trecho do livro “A Alma da Matéria”, da Dra. Marlene Nobre, Presidente da Associação Médico-Espírita (AME-Brasil e AME-Internacional), no qual aduz sobre o comportamento dos pensamentos, dos veículos de consciência, e sua similaridade com o comportamento das partículas atômicas, onde explica que as referidas partículas, mesmo dissociadas, comportam-se como se fosse um todo, comportamento semelhante as dos elementos psíquicos: Só isso já induz a pensarmos que existe algo mais do que qualquer escola filosófica, isoladamente, possa ter explicado. “Essa independência do fator espacial remete-nos ao teorema de Bell, à realidade “não local”. Trabalhando em Genebra, no CERN, nos anos de 1960, John Bell, físico britânico, mostrou que “duas partículas permanecem num todo, mesmo após terem sido separadas longas distâncias, quando uma delas faz um movimento em determinada direção, a outra, ao mesmo tempo, gira na mesma direção, em sincronização perfeita”.
Coisa muito semelhante com o que percebemos nas experiências de incorporações com esses fragmentos de consciência chamados Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades. Além do estudo de Bell, “Roger Penrose, do Mathematical Institute de Oxford, Reino Unido, afirma que “nossos cérebros agem não-computacionalmente, quando nos dedicamos a processos de pensamento consciente. Para explicar sua convicção, Penrose lembra que existe dois níveis distintos de fenômenos físicos. De um lado o nível quântico em pequena escala, em que partículas, átomos, ou mesmo molécula, podem existir em pequenas superposições quânticas, como nos foi demonstrado pelo teorema de Bell; de outro lado, o nível clássico, como o de uma bolinha de golfe, por exemplo, onde não há possibilidade de superposição”. Então, se imaginarmos isso aplicado a dissociação de personalidades teremos muito que pensar sobre o assunto.
A ciência não pára e, ainda, há um campo enorme a percorrer, em todas as áreas do conhecimento humano. Relembrando Newton, “tudo se passa como se estivéssemos catando conchinhas na praia enquanto há um imenso oceano a percorrer, a enorme extensão de nossa ignorância”.
Então, vamos nos dedicar a explorar o oceano sem implicar com os colegas que conseguiram catar algumas conchinhas, abandonando de vez a nossa cegueira espiritual.
“Sobre a constituição do ser humano, “os Instrutores Espirituais afirmam ainda que enxergamos apenas uma oitava parte do que acontece ao nosso redor, o que nos dá idéia de quanto a ciência terá que avançar para descobrir as múltiplas dimensões da vida e o tipo de “matéria” que entra na constituição de cada uma delas, o que significa decifrar os múltiplos arranjos ou modo de “coagulação” da luz, que entram na formação das partículas dessas diferentes dimensões”.
De outra forma, podemos dizer que o “Agregado Perispiritual”, também chamado de “ Agregado Humano” é formado ou composto por um conjunto de veículos ou estruturas (corpos) que revestem o espírito. Quando este se encontra encarnado, o sétimo veículo que o reveste é o Corpo Físico. É sobre ele que se constrói a personalidade humana durante a sua existência e, também, através dele que se manifestam de forma alternada as personalidades que já foram vividas em outras existências e também os desdobramentos da personalidade em construção. Tanto o corpo quanto as personalidades são animados pelo fenômeno “vida” e são manifestações transitórias do espírito. Dos sete corpos que compõem o agregado, o corpo mais conhecido e estudado pela ciência oficial é o veículo mais grosseiro de todos, chamado Corpo Físico ou Soma, estrutura de carne, músculos, nervos, ossos, vasos e pele. A partir dele, segue-se uma seqüência de estruturas ou veículos sutilizados, que servem de âncora para que o espírito possa manifestar-se dominando a pesada máquina de carne.
O sexto veículo é o Duplo Etérico, sede dos chacras e responsável pelos automatismos vitais. Verdadeira usina geradora de energias.
O quinto veículo é conhecido como Corpo Astral ou Emocional e é quem organiza o Modelo Biológico. Além de determinar o molde para a construção do corpo físico, é a sede das emoções. Recebe e executa os impulsos programáticos e delineadores oriundos das memórias pretéritas, visando o reajuste dos propósitos e ações da criatura dentro do que determinam os princípios evolutivos, atendendo à necessidade de crescimento individual de cada ser.
O quarto veículo é conhecido como Corpo Mental Inferior. É o detentor dos atributos dos cinco sentidos e da intelectualidade.
O terceiro veículo é o Corpo Mental Superior. É o "senhor" da vontade e da imaginação.
O segundo veículo é o Corpo Búdico. É o grande banco de dados da consciência, onde estão armazenados bilhões de anos de experiências vivenciadas pelo espírito eterno. É no Corpo Búdico que acontece a elaboração, triagem, seleção e delineamento dos rumos que devem ser seguidos e vividos pela parte encarnada.
O primeiro veículo é o Corpo Átmico. É na realidade o primeiro envoltório que reveste o Espírito, Mônada ou Centelha Divina. Princípio, semente e motor da vida.
Esses veículos ou corpos são constituídos de camadas, em número de sete, que podem ser afastadas pelo afrouxamento da coesão que as une, é a essas camadas que denominamos níveis e subníveis.
São os corpos Astral, Mental Inferior e Mental Superior que, pelas gravações que detém das experiências vividas e pelo influxo de seus próprios atributos, influenciam diretamente a consciência e o ego, com seus elementos de interação (Personalidades Psíquicas), o que vale dizer que influenciam os sentimentos, emoções e comportamentos da pessoa, consequentemente, o juízo de valores que leva a pessoa a reagir, depende disso. As Personalidades Psíquicas são os mesmo elementos conhecidos por Personalidades Múltiplas que o ser viveu em suas existências sucessivas e as Subpersonalidades que são os desdobramentos da “personalidade física”, “ego” ou “eu pessoal”. São todos “eus” transitórios, “eus personalidades” que existirão enquanto não acontecer sua despersonalização, fusão ou integração ao “Eu Individualidade”.
Utilizando sintonia psíquica podemos acessar as memórias e registros dos três corpos inferiores, Astral, Mental Inferior e Superior. Então, temos a possibilidade de encontrar e tratar causa de muitos distúrbios e desarmonias que se manifestam no campo físico, mental ou psicológico dos seres humanos.
Utilizando a dissociação das personalidades psíquicas existentes, ou dissociando-as quando necessário, e incorporando-as em médiuns ou sensitivos, podemos tratá-las terapeuticamente, com eficiência, eliminando a causa de muitos distúrbios.
O Desdobramento Múltiplo com seus recursos abre as portas do mundo inconsciente do ser, permitindo abordar seu lado oculto e possibilita descobrir e acessar facilmente os registros referentes aos traumas ocorridos nesta ou em outras existências, mesmo remotas.
O tratamento pode ser realizado de três formas diferentes: por vibração mental com cromoterapia também mental, e por em sintonia ou incorporação mediúnica, com esclarecimento, regressão e progressão de memória, doutrinação, tratamento fluídico ou magnético, orientação e encaminhamento para instituições do astral. Ao contrário da TVP ou terapia regressiva, que não pode ser aplicada sem a colaboração e participação do paciente, o Desdobramento Múltiplo pode ser empregado em todas as criaturas humanas não importando a idade, condição de saúde, estado de sanidade mental ou grau de resistência oferecida. Alguns recursos desse conjunto de procedimentos terapêuticos já foi objeto de estudos e interesse de alguns pesquisadores e cientistas de renome no passado. Hoje, está novamente despertando a atenção dos profissionais da medicina, psicologia, física, biologia e terapias avançadas. Muitas revistas e livros da atualidade têm abordado esse tema. A Apometria e Desdobramento Múltiplo devem ser praticados em atendimentos medianímicos ou desobsessivos, de forma gratuita, por haver o envolvimento necessário e deliberado de espíritos, nas casas ou grupos espíritas e espiritualistas. O ideal mesmo é que esse trabalho fosse realizado em casas espíritoas, ou no mínimo dentro dos moldes preconizados pela Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, pelo seu alto grau de transcendência, e pela amplitude de recursos e as profundidade dos seus conceitos.
Mas a sintonia e a captação psíquica, por envolver somente os terapeutas e o paciente, onde se explora os conteúdos psíquicos da pessoa, sem envolvimento de espíritos ou de mediunidade, é instrumento para ser utilizado em consultório profissional.
As pessoas Normais falam sobre Coisas, pessoas Inteligentes falam sobre Idéias, pessoas Mesquinhas falam sobre Pessoas! ( Platão )
Conceituando o Fenômeno Anímico e o Fenômeno Personímico
CONCEITUANDO O FENÔMENO ANÍMICO
E O FENÔMENO PERSONÍMICO
ANIMISMO - Etimologicamente, a palavra “ânima” vem do latim “animus”, significando sopro, emanação, ar. Daí “Alma” como princípio vital, vida, espírito, self (de si mesmo). Desdobramento das personalidades vividas anteriormente.
PERSONISMO – Do latim (persona+ismo) – Fenômeno tido por comunicação mediúnica, mas que é apenas psicológico, é o desdobramento da personalidade, consciência ou eu pessoal.
Aksakof, que deu talvez a melhor definição sobre o tema, afirmou que “anímico ou animismo é tudo aquilo que é relativo ao ânima. Engloba todos os fenômenos psíquicos, intelectuais e físicos que deixam supor uma atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano e, mais especialmente, todos os fenômenos que podem ser explicados por uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo, produzidos pelo ser humano, conhecidos e desconhecidos, bem como muitos efeitos físicos ainda não explicados adequadamente.”
Como doutrina, o animismo considera a alma como princípio ou causa de todos os fenômenos vitais como a reativação das personalidades de passado, desdobramentos simples e múltiplos do “eu pessoal”, aparições “materializadas”, projeções da consciência (experiências fora do corpo), manipulação de objetos à distância, manifestação dos sentidos, etc.
Em “Domínios da Mediunidade”, está registrado por André Luiz o relato de uma aula ministrada pelo mentor Áulus, no plano astral, a qual tratava da manifestação anímica, quando, observando uma incorporação do que entendemos por Personalidade Múltipla, explicou o seguinte sobre o fenômeno: “... essa mulher existe ainda nela mesma. A personalidade antiga não foi eclipsada pela matéria densa como seria de desejar”. A antiga personalidade estava ali, ressuscitada do passado, manifestando-se em incorporação anímica, criando dificuldade à personalidade atual. Ela, a encarnada, devia ser considerada uma enferma espiritual, uma consciência torturada que precisava ser amparada e tratada, para entrar no campo da renovação íntima, única base sólida para a sua recuperação definitiva.
Áulus ainda acrescentou que o fenômeno é muito mais comum do que se possa imaginar. Disse ele: “quantos mendigos que se vêem não com os trajes andrajosos do presente, mas com os mantos de púrpura dos castelos de outrora! Quantos servos que mantêm o orgulho dos poderosos senhores que já foram!” E nesses casos, vemos as dificuldades que algumas pessoas têm para se conduzir em situações subalternas, tendo que obedecer às ordens de seus patrões. Ordens que não aceitam, que discutem ou aceitam com dificuldade. É como se vivessem no presente, mas vendo o mundo e as pessoas através de um filtro correspondente às vidas que tiveram no passado.
Este fenômeno é provocado pela emersão das memórias dessas existências a que foram apegados, provocando uma visão deformada e uma interpretação totalmente distorcida da realidade presente.
Em muitos casos, isso ocorre também através de uma modalidade de obsessão espirítica ou anímica (auto-obsessão), em que entidades desencarnadas ou personalidades do passado, desdobradas, contrárias à proposta encarnada ou à polaridade “vestida” pela pessoa, a mantém vítima sob efeito de hipnose, em regressão de memória, em algum lugar do passado. E, no caso, precisamos ter noção clara do que é uma obsessão, uma auto-obsessão, ou uma emersão de memórias referentes a vivências traumáticas do passado, com seu cortejo de emoções desordenadas e cargas de emoção e sofrimento reprimidas.
Entendemos ser primordial o estudo profundo dessas questões anímicas e espirituais. Somente através desses estudos é que poderemos resolver definitivamente a problemática grave dos desentendimentos entre os membros do mesmo grupo, as relações tumultuadas entre grupos e as dificuldades existenciais das famílias e comunidades como um todo. Esta dificuldade retira a alegria de viver, atrasa o progresso espiritual e atrapalha o progresso material e intelectual das pessoas.
É interessante se observar que, depois de dois mil anos de cristianismo e de estudos do Evangelho, ainda não se trabalha em profundidade as magnas sentenças de Jesus, quando recomenda o “perdoa setenta vezes sete vezes”, sinalizando as drásticas conseqüências da mágoa, ódio, frustração e ressentimentos guardados na memória consciente, subconsciente e inconsciente. E quando essas mágoas são levadas para o mundo espiritual, sem resolução, reaparecem na nova existência em forma de patologias desafiadoras, lesivas e vigorosas, provocando tumores, cânceres, tendinites, lúpus e outras doenças de etiologia obscura, e de difícil diagnóstico pelos métodos convencionais da ciência materialista.
Como instrumento de autodescobrimento e autoconhecimento para a resolução dessas dificuldades mencionadas, Jesus deixou outra recomendação que é uma verdadeira chave para se acessar, identificar e liberar essas cargas negativas de que somos portadores. “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”, dando-nos a chave para o desvendar do segredo para acessar a Verdade que liberta. A nossa verdade interna.
Falou também para que impuséssemos as mãos e curássemos, revelando que uma atitude fraterna seria automaticamente acompanhada por reações que ainda desconhecemos, como por exemplo, a projeção de energias curadoras, e poderíamos resolver problemas de saúde do corpo físico, energético e até o espiritual.
O candidato ao serviço fraterno deve estudar as propriedades da força mental e aprender a bem aplicá-la e a bem dirigi-la, e sem dúvida conseguirá o efeito “milagroso” que o amor compaixão e os gestos de carinho fraterno, o amparo e compaixão são capaz de produzir.
Quando impomos as mãos e vibramos amorosamente energias e fluxos luminosos visando curar, quando induzimos as pessoas atendidas a pensar na causa geradora da dificuldade em trabalho, quase sempre descobrem e liberam velhas cargas de energias negativas, há muito acumuladas em seu psiquismo. Invariavelmente, acabam por lembrar velhas mágoas, desta ou de outras vidas, arquivadas no subconsciente ou inconsciente, que ignoravam a sua existência, ou que pensavam estar esquecidas ou perdoadas. Mas o perdão verdadeiro e total só acontece quando há a compreensão do fato, a liberação dos conteúdos recalcados, e a mudança de padrão vibratório, com a reforma íntima. Atitudes agressivas ou dissimulados, vícios químicos e comportamentais, cultivado por muitas pessoas, é extremamente prejudicial à harmonia doméstica. Em “Obreiros da Vida Eterna”, o assistente Barcelos, benfeitor espiritual ligado à Psiquiatria sob novo prisma, traz importantes ponderações sobre a influência de encarnados entre si, referindo-se à necessidade de esclarecimento dos homens perante a própria consciência. “No círculo das recordações imprecisas, a se traduzirem por simpatia e antipatia, vemos a paisagem das obsessões transferida ao campo carnal, onde, em obediência às lembranças vagas e inatas, os homens e as mulheres, jungidos uns aos outros pelos laços de consangüinidade ou dos compromissos morais, se transformam em perseguidores e verdugos inconscientes entre si. Os antagonismos domésticos, os temperamentos aparentemente irreconciliáveis entre pais e filhos, esposos e esposas, parentes e irmãos, resultam dos choques sucessivos da subconsciência, conduzida a recapitulação retificadoras do pretérito distante. Congregados de novo, na luta expiatória ou reparadora, as personagens dos dramas que se foram, passam a sentir e ver na tela mental, dentro de si mesmas, situações complicadas e escabrosas de outra época, malgrado os contornos obscuros da reminiscência, carregando consigo fardos pesados de incompreensão, atualmente definidos por “complexos de inferioridade.” E, acrescentamos, distúrbios e doenças de toda ordem. Por isso é importante o cuidado também com os pensamentos. Vejam o que diz Emmanuel, no prefácio do livro “Mediunidade e Sintonia”: “Não podemos nos esquecer de que a idéia é um “ser” organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção”. “Como nossas ações são fruto de nossas idéias, geramos a felicidade ou a desventura para nós mesmos. O encarnado pode, assim, ser perseguido por si mesmo, devido às suas próprias criações mentais”.
Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades
PERSONALIDADES MÚLTIPLAS E SUBPERSONALIADES
Personalidades Múltiplas
Personalidades Múltiplas (anímicas) são as personalidades construídas e vividas em outras existências. Possuem nome, sobrenome, títulos, têm opiniões próprias, defendem patrimônios, idéias e vestem-se com roupas da época; geralmente apresentam idade e até polaridade sexual diferente da personalidade atual. Podem ser ouvidas e questionadas por qualquer pessoa e, observadas por aqueles que são sensitivos ou médiuns, que tem o dom da vidência ou percepções extra-sensoriais aguçadas. Devido a continuidade da vida após o processo da morte do corpo físico, muitas ainda nem se deram conta que desencarnaram daquele corpo que não mais existe, embora já estejam ligadas a um outro (novo) corpo físico, ou então, mesmo se dando conta, preferiram ignorar a sua situação e viver uma vida separada e dissociada do núcleo consciencial.
A existência dos múltiplos “eus” remontam de muitas culturas sem serem relacionados a distúrbios mentais. Assim, para o paradigma reencarnacionista, a denominação DMP (distúrbio das múltiplas personalidades), como estava no DSM–III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria), é muito mais adequada. Já a denominação DDI (distúrbio dissociativo da identidade), interpretado como distúrbio mental, tornou-se diagnóstico oficial da Associação Psiquiátrica Americana em 1980 (DSM-IV).
A visão materialista (não reencarnacionista) não pode admitir o conceito de personalidades múltiplas, dado que, dentro do paradigma materialista a pessoa nasce com uma só personalidade. Então, se aparecer outra, é relacionada como distúrbio mental.
Algumas modalidades de “personalidades múltiplas” foram observadas e estudadas por William James e Pierre Janet, no final do século XVIII, pioneiros na sua identificação. Mais tarde, outros estudiosos como os psiquiatras americanos drs. Corbett H. Thigpen e Hervey M. Cleckley, relataram suas experiências clinicas através da escrita de James Poling, nos livros “As Três Faces de Eva” e a “A Face Final de Eva”, onde conta a história de Evelyn Lancaster que sofria de Desordem das Múltiplas Personalidades. Relacionamos também o caso deIsabel Dorsett que deu origem ao filme e livro do mesmo nome “Sybil”, paciente com severos problemas de ansiedade social e perda de memória, que no decorrer da terapia realizada pela psiquiatra Dra. Wilbur, revela 16 personalidades distintas.Podemos citar ainda outros livros ainda não publicados no Brasil como é o caso de “The Family Inside – Working with the Multiple” de Doris Bryant, Judy Kessler, and Lynda Shirar, “Subpersonalities – The People Inside Us” de John Rowan, e “Multiplicidade – a nova ciência da personalidade” deda Rita Carter, além dos estudos de Jung, Assagiolli e, dentro da Doutrina Espírita, estudos realizados pelos espíritos André Luiz e Joanna de Angelis, que vieram lançar luz do lado espiritual e esclarecer bastante o tema.
Para enfatizar o assunto e alertar alguns espíritas que tem dificuldade de aceitar a Apometria, citaremos Manoel Philomeno de Miranda no livro “S.O.S. Família”, no capítulo “Personalidades Parasitas”, página 84, onde refere-se a “personagens que assomam do inconsciente”, Já no livro “O Despertar do Espírito”, na 1ª edição, páginas 41/42) Joanna assim se expressa: “nesse imenso oceano – o inconsciente – movem-se os “eus” que emergem ou submergem, necessitando de anulação e desaparecimento através das luzes do discernimento da consciência do Si.” (Joana de Angelis, Divaldo Franco). André Luiz, em “Mecanismos da Mediunidade”, no capítulo “Obsessão e Animismo”, página 165, afirma: “frequentemente, pessoas encarnadas, exprimem a si mesmas, a emergirem das subconsciências nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas,...”
Ambos deixam claro nesses textos a emersão de “personalidades múltiplas” ou personalidades vividas em outras existências e reativadas por alguma razão. Em Apometria, “subpersonalidades” e “personalidades múltiplas”, por um equívoco conceitual, vem sendo entendidas ou confundidas com “níveis” ou com “corpos”, mas não são a mesma coisa. Todos apresentam características e propriedades diferentes, embora sejam estruturas, elementos e fenômenos pertencentes ao homem-espírito.
As Personalidades Múltiplas Sucessivas constituem o somatório de centenas de existências que o ser experimentou, nas mais variadas épocas, raças, condições sociais, morais, distintos graus de intelectualidade, nos diversos ramos do conhecimento e latitudes geográficas. O somatório dessas experiências, forma a consciência que se manifesta atualmente, arrastando resquícios dos papéis que desempenharam, dos apegos que se atrelaram, dos gostos, vícios e preferências que cultivaram, dos aprendizados que fizeram. Aos poucos, tudo isso se fundirá à individualidade, na formação de novas personalidades, mais ricas e mais complexas, mais experientes e poderosas, mais sábias e luminosas, em busca de novos valores e horizontes, sabedoria e angelitude.
As Subpersonalidades
As “subpersonalidades” (fenômeno personímico) são desdobramentos do bloco de ego, ou projeções da atual personalidade. Foram observadas e estudadas por Pierre Janet em 1898, quando, inclusive chegou a propor um modelo dissociativo da psique, defendendo a idéia de que “a consciência pode dividir-se em partes autônomas, de sofisticação e abrangência variadas”.
Este estudo foi ampliado por Jung, ao tratar os complexos. Entendia ele que “os vários grupos de conteúdos psíquicos ao desvincular-se da consciência, passam para o inconsciente, onde continuam, numa existência relativamente autônoma, a influir sobre a conduta".
Não foi à toa que Jung desenvolveu o seu famoso experimento de associação de palavras e a noção de complexo e o introduziu no vocabulário da psicologia. Na realidade, estava explorando e confirmando a principal lição recebida de Pierre Janet: “A psiquê, tal como se manifesta, é menos um continente do que um arquipélago, onde cada ilha representa uma possibilidade autônoma de organização da experiência psíquica”.
Uma forma interessante que Jung encontrou para falar dessa constatação e idealizar uma imagem da consciência, onde alguns elementos são subentendidos como ilhas de um arquipélago e outros como habitantes dessas ilhas, com possibilidades de autonomia, organização e independência, mesmo que relativa.
O assunto continua atual, tanto é que, em recente e interessante reportagem intitulada “Demônios internos (2)”, publicada na revista Veja, edição número 1932 – 23.11.2005, o repórter Tiago Cordeiro relata o que foi chamado de “A incrível história do acadêmico americano (Robert Oxnam) que tinha onze diferentes personalidades” (Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades).
“No começo dos anos 90, o americano Robert Oxnam, hoje com 62 anos, era um respeitado acadêmico, especialista em história da China e geopolítica asiática. Ele até assessorou o ex-presidente George H. Bush numa viagem à China. Sua vida privada, por outro lado, era um caos. Sofria de alcoolismo e bulimia, tinha crises de amnésia e incompreensíveis ataques de fúria. Decidiu então procurar ajuda médica. Um dia, viu-se surpreendentemente informado pelo psiquiatra de que o tempo de sua sessão havia terminado. "Passei os últimos cinqüenta minutos conversando com Tommy", explicou o médico. "Ele está dentro de você e está furioso." Era o diagnóstico: Oxnam sofria de um distúrbio mental raro, chamado transtorno dissociativo de identidade. Ou, como é mais conhecido, de Transtorno das Personalidades Múltiplas. No caso dele, eram onze. Havia Tommy, um menino de 8 anos, duas mulheres, adolescentes e acadêmicos de comportamentos variados.”
Após quinze anos de tratamento, Oxnam decidiu escrever sua autobiografia. A Fractured Mind (Uma Mente Fragmentada) foi publicada nos Estados Unidos. O distúrbio que afetou Oxnam costuma surgir na infância, em geral causado por uma experiência traumática. Enquanto é estuprada ou espancada, a criança pode imaginar que é outra pessoa e assim desdobrar-se.
"O distúrbio surge quando, numa situação desesperada, a pessoa sente que perdeu o controle sobre o próprio corpo e luta para manter, pelo menos, o controle da mente", disse a VEJA o especialista americano David Spiegel, da faculdade de medicina de Stanford.”
No livro, depois de deixar que cada personalidade dê sua própria versão, finalmente é possível conhecer Baby. É ele quem revela que Oxnam foi sexualmente abusado quando era um garotinho. Esta seria a explicação para seu estranho distúrbio.
“O longo tratamento permitiu-lhe livrar-se de muita gente que vivia em sua cabeça. São agora apenas três – Bobby, Tommy e Wanda –, além, claro, do Robert original. A personalidade que assume com maior freqüência é Bobby, garotão que anda de skate no Central Park, em Nova York. "Bobby passa de quatro a cinco horas passeando com seu skate", diz Oxnam. "Mas ele tem 20 anos. Eu, que tenho 62, é que sofro no dia seguinte."
A seguir, faremos um resumo das características de cada personalidade alternante vivida por Oxnam:
Robert é a personalidade original. Como Robert, ele fez carreira acadêmica e chegou a consultor da Casa Branca. Bobby, skatista e brincalhão, eternamente com vinte anos, com tendências suicidas.
Tommy, garoto de oito anos, sujeito a freqüentes acessos de violência. Wanda, mulher de meia idade, budista e silenciosa. Ajudou a controlar a Bruxa.
A Bruxa, agressiva e responsável pelas crises de alcoolismo e bulimia de Robert.
Bob, jovem tímido, obcecado pelos estudos. Passava todo o tempo livre compilando as anotações feitas em aula.
Baby, criança com histórico de violência sexual. Vive em pânico, com medo de ser punido.
Robbey, adolescente com personalidade oposta a de Bobby. Muito tímido.
O Bibliotecário, Pesquisador acadêmico de trinta anos. Obcecado pelos estudos, vive cercado de livros.
Lawrence, pesquisador como o Bibliotecário, mas sociável e carreirista.
Olhos, presença indefinida, que surgia em momentos de crise para criticar Robert de forma negativa.
Analisando esses elementos “Personalidades Múltiplas” e “Subpersonalidades”, fenômenos “anímicos” e “personímicos”), relatados pela revista Veja, sem dúvida alguma deixam clara a existência de dois fenômenos diferentes, mas que, muitas vezes, se confundem, pelas semelhanças que apresentam. Mas, com certeza, não são invenção da cabeça de Robert. Algumas dessas personalidades, mesmo parecendo ser desdobramentos da personalidade atual, têm a curiosa necessidade de ter uma denominação (nome) diferente.
Robert é a personalidade original. Como Robert, ele fez carreira acadêmica e chegou a consultor da Casa Branca. Mas o distúrbio que fragmentava sua personalidade (transtorno dissociativo de identidade) fazia com que essas personalidades múltiplas se alternassem provocando o que foi chamado de distúrbio raro.
Bobby, skatista e brincalhão, eternamente com vinte anos, com tendências suicidas. Conforme a Wikipédia, a enciclopédia livre, o skate só teria aparecido no princípio dos anos 60 na Califórnia. Os surfistas da Califórnia queriam fazer das pranchas um divertimento também nas ruas para os dias de pouca onda. Inicialmente, o novo esporte foi chamado de “side walk surf”. Os surfistas pegaram as rodas de seus patins, e colocaram em "shapes", para que assim pudessem surfar em terra firme.
Em 1965, surgiram os primeiros campeonatos, mas o skate só foi ser bastante conhecido uma década depois.
Em 1973, o americano Frank Naswortly inventou as rodinhas de uretano, que revolucionaram o esporte. Então, esta personalidade (Bobby) não pode ter vivido anteriormente em outra existência, já que Oxnam nasceu no ano de 1943 e tem 62 anos, e na época em que nasceu ainda nem havia skate. Assim sendo, o skate tendo sido inventado quando ele tinha 23 anos, se ele não foi praticante, foi um apreciador do esporte, frustrado por não ter praticado enquanto jovem. Então, para compensar essa frustração, a personalidade de Robert desdobrou-se e deu gênese a Bobby, que é o elemento ao qual denominamos Subpersonalidade, um desdobramento da personalidade atual, com uma autodenominação própria, para atender sua necessidade de ser diferente da personalidade real ou original, Robert.
Tommy, garoto de oito anos, sujeito a freqüentes acessos de violência, tanto pode ser uma Personalidade Múltipla quanto uma Subpersonalidade, já que esses acessos de violência tanto podem ser gerados por recalques ou traumas gravados nesta existência, quanto em uma existência anterior.
Wanda, mulher de meia idade, budista e silenciosa e a Bruxa, agressiva e responsável pelas crises de alcoolismo e bulimia de Robert, são, sem dúvida alguma, duas Personalidades Múltiplas. É o que nós chamamos de personalidades com polaridades invertidas, já que são elementos femininos manifestando-se em corpo masculino.
Bob, jovem tímido, obcecado pelos estudos. Passava todo o tempo livre compilando as anotações feitas em aula e Baby, criança com histórico de violência sexual. Vive em pânico, com medo de ser punido.
Estes personagens, tal qual Tommy, tanto podem ser Personalidades Múltiplas quanto Subpersonalidades, pois a obsessão pelos estudos como também o trauma sexual e o medo de ser punido podem ter sido desenvolvidos nesta ou em outras existências. O relato de Veja, bastante sucinto, em forma de notícia, não nos dá elementos suficientes para distinguirmos se é uma coisa ou outra, embora confirmados pelo relato de Baby. Em nosso entendimento esse transtorno dissociativo de identidade é um distúrbio que precisa ser cuidadosamente estudado por nós trabalhadores do psiquismo, pois somos muito procurados por causa de problemas dessa natureza, e com o tratamento de Apometria, Desdobramento Múltiplo, TVP e desenvolvimento da mediunidade, temos alcançado resultados muito animadores, e, às vezes, esses sintomas são facilmente curáveis.
Robbey, adolescente com personalidade oposta à de Bobby, muito tímido, e o Bibliotecário, pesquisador acadêmico de trinta anos, obcecado pelos estudos, que vive cercado de livros, são personagens típicos de Personalidades Múltiplas. Robert não é assim, ao que tudo indica, e não o sendo, não faria um desdobramento de sua personalidade com essas características.
Lawrence, pesquisador como o Bibliotecário, mas sociável e carreirista, pode ser um desdobramento da personalidade atual de Robert (Subpersonalidade), já que o gosto pela pesquisa poderia ser dele mesmo, mas por não ter tido estes desejos satisfeitos, deu gênese a um desdobramento. Mas poderia ser também uma Personalidade Múltipla e estar ainda ativa por apego à pesquisa.
Olhos, presença indefinida, que surgia em momentos de crise para criticar Robert de forma negativa.
Este elemento indefinido poderia bem ser uma “presença” extraconsciência, um espírito. Mas pode também ser uma Personalidade Múltipla.
Concluindo, devemos dizer que muito ainda precisa ser estudado, para que possamos conhecer melhor as propriedades do psiquismo e suas múltiplas possibilidades. Mas, para nossa satisfação, a ciência atual começa a aceitar a existência desses elementos, reforçando a confiabilidade das nossas pesquisas sobre as Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades.
Apometria
APOMETRIA
"Quanto mais um conhecimento explica o que não podia ser explicado antes,
quanto mais ele prevê o que não podia ser previsto antes, tanto mais científico é."
Kopnin - filósofo marxista contemporâneo.
Conceito.
Por Apometria entende-se o conjunto de procedimentos terapêuticos fundamentados em 13 leis, organizados por Dr. José Lacerda de Azevedo, em 1965, no Hospital Espírita em Porto Alegre, RS. E, conforme as próprias palavras do Dr. Lacerda, “trata-se de técnica anímica, sem relação com o mediunismo”, (Espírito Matéria - Novos Horizontes para a Medicina. Palotti, 1988, página 81), portanto é uma técnica de desdobramento de encarnados. No entanto, mesmo a Apometria sendo técnica anímica, vem sendo empregada também em centros espíritas e espiritualistas, no tratamento de pessoas com problemas de ordem espiritual e mediúnica (obsessão e auto-obsessão), praticada de forma gratuita, por grupos de pessoas (incorporadores e esclarecedores) imbuídas de espírito humanitário. Conforme os preceitos estatuídos por seu organizador, o pressuposto terapêutico da técnica é baseado no desdobramento do corpo astral.
Nota de Esclarecimento:
Existem inúmeras controvérsias com relação ao significado do termo “Apometria” e também sobre o que significa a técnica. O termo “Apometria” embora traga algum significado conforme o entendimento de seu criador, para nós nada significa, não a explica e nem lhe confunde, não lhe dá validade e nem lhe invalida, não lhe afirma e nem lhe nega. Poderia ser hipnometria, tratamento por desdobramento, ou qualquer outra designação que nada acrecentaria ou retiraria da técnica. O termo é apenas uma denominação, nada mais. A técnica em si nada tem a ver com Doutrina Espírita, da mesma forma que passes, desobsessão, água fluida ou cirurgia espiritual também não tem. A Doutrina Espírita somente explica melhor seus fundamentos e os recursos utilizados para auxiliar as pessoas e os espíritos. Aqueles que realmente compreenderam a essência da Doutrina Espírita, e que buscam sua prática, os seus verdadeiros adeptos, sabem que o Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se pode estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações. Segundo Allan Kardec, o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal. Pelo que conhecemos, só no Brasil é que o Espiritismo organizou-se também como um movimento religioso. A técnica apométrica ou qualquer outra dela decorrente, não são religiões, nem seitas, nem filosofias. São, apenas, técnicas que podem ser utilizadas pelas pessoas de todas as religiões, porque visam interpretar e tratar os seres humanos e suas dificuldades, gratuitamente, no mais puro espírito de fraternidade. Nesse aspecto ela tangencia o entendimento filosófico e religioso. Por exemplo: o preceito socrático do “conhece-te a ti mesmo” é eminentemente filosófico, porém, sua aplicação prática, incluindo todos os aspectos, observações e constatações daí decorrentes, torna-o científico e terapêutico. Os seus membros, como muitos outros que seguem as demais técnicas e métodos terapêuticos, associam fortemente o aspecto religioso ao tratamento das pessoas, por saber que isso acalma, melhora as condições mentais, físicas e espirituais, propiciando melhores condições de recuperação. Por isso, agrupamentos de várias denominações religiosas estão se interessando pela técnica.
A Doutrina Espírita foi definida por Kardec como ciência e filosofia de conseqüências morais, que se destina a interpretar corretamente os ensinamentos de Cristo, as verdades universais embasadas na lei de "causa e efeito", na imortalidade da alma, na justiça divina e na razão. É uma corrente de pensamento nascida em meados do século XIX, que se estruturou a partir de diálogos estabelecidos entre o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, também conhecido como Allan Kardec, e os espíritos que manifestar-se de várias formas. O Espiritismo é uma doutrina que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Traz em si três faces: filosofia, ciência e moral (ética). Assim sendo, o que leva algumas pessoas a rejeitarem a técnica é o desconhecimento de sua natureza e finalidade. Como disse Kardec: "A ignorância dos princípios fundamentais é causa das falsas apreciações da maior parte dos que julgam o que não compreendem, ou que o fazem com base em idéias preconcebidas". Têm razão os que dizem que a Apometria não tem nada a ver com Espiritismo, mas não tem razão quando a condenam a técnica ou quando a desqualificam e condenam seus seguidores, ou quando “acham” que a Apometria é uma técnica ingênua e desprovida de qualquer bom senso, base científica ou filosófica. Os exageros e os entusiasmos, as fascinações e os encantamentos, ocorrem em qualquer agrupamento e em qualquer assunto novo. Esse equívoco já ocorreu e ainda pode estar ocorrendo com alguns apômetras de qualquer designação religiosa ou filosófica, mas não ocorre com todos.
Ao finalizar esta nota queremos dizer que o seu principal objetivo foi posicionar a técnica apométrica no lugar que lhe é de direito, face a tantas controvérsias, confusões e preconceitos que envolve seu nome, por desconhecimento de seus fundamentos. Não tivemos a intenção de contrariar qualquer outra crença. O Mestre Jesus nunca nos ensinou que devêssemos ser desta ou daquela religião, mas que nos amássemos muito. O espírito Erasto, (Paris, 1863), quando indagado sobre como reconhecer os verdadeiros espíritas assim se expressou:
"Vós os reconhecereis pelos princípios de verdadeira caridade que eles professarão; vós os reconhecereis pelo número de aflições às quais eles terão levado consolações; vós os reconhecereis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; vós os reconhecereis enfim pelo triunfo dos seus princípios, porque Deus quer o triunfo da sua lei; aqueles que seguirem sua lei são seus eleitos e Ele lhes dará a vitória, mas esmagará aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela um meio para satisfazer sua vaidade e sua ambição".
Desdobramento Múltiplo (Terapêutica das Personalidades Múltiplas)
Desdobramento Múltiplo
Terapêutica das Personalidades Múltiplas
Conceito
Por Terapêutica das Personalidades Múltiplas (Desdobramento Múltiplo) entende-se o recurso de incorporar e tratar, simultaneamente, as várias personalidades psíquicas (eus) dissociadas da consciência de uma ou mais pessoas, no caso da ocorrência dos distúrbios do psiquismo designados de DDI (Distúrbios Dissociativos de Identidade) conforme o conceito da Associação Americana de Psiquiatria. Ou, segundo os psicólogos e terapeutas do psiquismo, o “Transtorno ou Distúrbio das Personalidades Múltiplas”.
A técnica foi desenvolvida pela equipe mediúnica do Grupo Espírita Ramatis de Lages, SC, está baseada em três leis, e tem fundamentação científica e espiritual. Portanto, o “Desdobramento Múltiplo” é um conjunto de procedimentos terapêuticos destinado ao tratamento da auto-obsessão, da obsessão compartilhada entre encarnados, dos distúrbios comportamentais e psíquicos em geral, praticado de forma gratuita por pelo menos três duplas de pessoas imbuídas de intenções e espírito humanitário. Seu pressuposto terapêutico inclui também o tratamento dos corpos sutis.
Nota: Em essência, praticamente não há grandes diferenças no conjunto de procedimentos terapêuticos empregados no tratamento de uma pessoa encarnada, de uma personalidade psíquica ou de um espírito (desencarnado). Todos necessitam e merecem tratamento cuidadoso, eficiente e fraterno.
A Técnica Apométrica e o Desdobramento Múltiplo com Incorporação Múltipla e Simultânea de Personalidades formam um sistema terapêutico eficiente que pode ser empregado no tratamento de qualquer tipo de distúrbios, sejam de natureza física, mental, emocional, espiritual ou comportamental, sem substituir ou excluir outros tipos de tratamentos. São tratamentos realizados por grupos mediúnicos conhecedores do assunto e movidos pelo amor fraterno. Por serem tratamentos gratuitos, a procura é muito maior do que a capacidade de atendimento dos poucos grupos existentes. Por isso, existe um grande número de candidatos nas filas de espera.
Decifrando o Psiquismo
A experiência de trabalho medianímico vivenciada nos últimos 24 anos, em vários grupos apométricos, demonstra de forma cabal a existência e a ação dos elementos psíquicos, conhecidos de várias culturas, os quais são denominados de “Personalidades Múltiplas” e “Subpersonalidades”. As conclusões, conceitos e informações que reafirmamos vêm de tempos remotos, não é nossa exclusividade, e foram observados ao longo de anos por cientistas de renome e por espíritos conceituados. Dentro do campo da psicologia eles foram referenciados por Pierre Janet, William James, Jung e outros. No campo da psiquiatria estudaram o assunto o italiano Roberto Assagioli (Psicossíntese) e, inúmeros outros estudiosos, conforme registros da Associação Americana de Psiquiatria. No campo espiritual, temos os estudos de André Luiz, Joanna de Ângelis, Manoel Philomeno de Miranda, Miramez, Charles Lancelin e outros.
O algo “novo” que Dr. Lacerda nos trouxe foi a forma diferente de tratar terapeuticamente esses elementos. Não são novidade o estudo dos corpos sutís e nem as personalidades psíquicas. Sempre foram e continuam sendo denominadas de “personalidades múltiplas”, de “subpersonalidades”, de “eus”, de “elementos antagônicos”, de “inconsciente coletivo pessoal”, de “personalidades parasitas”, de “elementos da consciência”, de “personas”, de “papéis”, de “pensamentos”, de “máscaras”, de “fachadas”, de “cisões”, de “energias” e de “níveis”, em nada altera sua essência e nem anula a realidade dos fatos.
Evidentemente, não pretendemos ter posse da verdade, dar respostas definitivas e nem combater “verdades” estabelecidas, já que a cada dia a ciência prova de forma incontestável a relatividade e a multidimensionalidade das coisas. O resultado da observação e experimentação que fazemos sugere maior estudo e conhecimento sobre a essência, funções, morfologias e propriedades desses elementos.
Nossa proposta é trabalhar, com determinação, fé e amor, para tentar aliviar a dor das pessoas tocadas pelo sofrimento, as quais nos procuram em busca de auxílio. Não pretendemos a unanimidade de conceitos nem de opiniões, uma vez que na unanimidade a evolução pode ser mais lenta. Ao codificar a Doutrina dos Espíritos Kardec observava com muita propriedade que não fôssemos muito apressados em rejeitar a priori tudo o que não pudéssemos compreender, porque longe estamos ainda de conhecer todas as leis e, sem dúvida, nem a natureza nos revelou ainda todos os segredos. O mundo invisível é um campo de observação ainda novo, cujas profundezas seria presunção nossa considerar explorado, quando incessantemente se estão patenteando a nossos olhos novas maravilhas. (A. Kardec, OP, Capítulo 2, Parágrafo VII (Dos Homens Duplos..., item 9).
Existem tantos estudos sérios sobre o assunto, dentro e fora da doutrina espírita, que não é dado a nenhum espiritualista ignorar ou negar isto sem se colocar em condição delicada. O fenômeno realmente existe, se não existisse, não haveria os resultados benéficos depois do tratamento. É comum, ao abordarmos psiquicamente a consciência de um indivíduo, encontrarmos duas ou mais personalidades psíquicas dissociadas, que se revezam ou alternam durante o transcorrer de um dia, percebidas e interpretadas como estados de humor.
Essas personalidades, por vezes, assumem ou tentam assumir provisoriamente a consciência da pessoa, promovendo comportamentos diversos. A sua permanência é mais demorada no distúrbio chamado “dupla personalidade”, onde a pessoa se modifica a tal ponto que parece se transformar em outra, e pelas evidências, isso acontece com espíritos também.
No livro, “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, o instrutor Áulus explicou isso de forma bastante esclarecedora. Perguntado se o fenômeno era comum, Áulus respondeu que é intensamente generalizado e acrescentou: “É a influenciação de almas encarnadas entre si que, à vezes, alcança o clima de perigosa obsessão. Milhões de lares podem ser comparados a trincheiras de luta, em que pensamentos guerreiam pensamentos, assumindo as mais diversas formas de angústias e repulsão”.
Indagado também se o assunto poderia se enquadrado nos domínios da mediunidade, respondeu:
“perfeitamente, cabendo-nos acrescentar ainda que o fenômeno pertence à sintonia. Muitos processos de alienação mental guardam nele as origens. Muitas vezes, dentro do mesmo lar, da mesma família ou da mesma instituição, adversários ferrenhos do passado se reencontram. Chamados pela Esfera Superior ao reajuste, raramente conseguem superar a aversão de que se vêem possuídos, uns à frente dos outros, e alimentam com paixão, no imo de si mesmos, os raios tóxicos da antipatia que, concentrados, se transformam em venenos magnéticos, suscetíveis de provocar a enfermidade e a morte. Para isso, não será necessário que a perseguição recíproca se expresse em contendas visíveis. Bastam as vibrações silenciosas de crueldade e despeito, ódio e ciúme, violência e desespero, as quais, alimentadas, de parte a parte, constituem corrosivos destruidores.”
E isso não acontece só nos lares, ocorre, também, nos grupos espiritualistas e espíritas, bem como entre todos os demais agrupamentos humanos, e principalmente naqueles que levantam alguma bandeira de luz, por nos faltar a Verdadeira Luz da Fraternidade.
Captação Psíquica
CAPTAÇÃO PSíQUICA
A Captação Psíquica é um procedimento psicoterapêutico investigativo e exploratório que dá condições de acessar estados dissociados de consciência ou de personalidade (Distúrbio da Múltipla Personalidade ou Distúrbio Dissociativo de Identidade), identificados ou ocultos e tratar cada Personalidade Psíquica transformando suas crenças, memórias, hábitos ultrapassados, apegos, etc. A técnica oferece condições de explorá-las e tratá-las terapeuticamente de forma clara, lógica, eficiente e rápida, esclarecendo também o terapeuta e o paciente.
Sua prática é realizada por uma dupla de terapeutas (um captador e um esclarecedor), na presença do atendido, visando acessar, explorar, esclarecer e tratar aspectos obscuros, resistentes ao processo terapêutico convencional, a muitos tratamentos espirituais, e que entravam o processo evolutivo ou os projetos de vida das pessoas afetadas. É uma técnica empregada em consultórios terapêuticos e por profissionais devidamente experimentados.
Terapia de Vida Passada
TERAPIA DE VIDA PASSADA
A TVP ou Terapia de Vida Passada é um conjunto de procedimentos psicoterápicos destinado ao tratamento dos distúrbios do psiquismo, distúrbios comportamentais, distúrbios físicos e dificuldades em geral, empregados por terapeutas em consultório profissional.
É uma técnica que faculta a abordagem e o acesso aos conteúdos e registros de memórias cerebrais esquecidos gravados no período gestatório, na infância e também aos conteúdos das memórias extracerebrais gravadas em passadas existências. Possibilita a compreensão e o tratamento eficiente das causas geradoras de inúmeros distúrbios psíquicos, comportamentais e físicos de difícil diagnóstico e etiologia obscura. É composta por um conjunto de procedimentos tais como regressão e progressão de memória, psicoterapia, catarse de conteúdos emocionais traumáticos existentes, reconstrução da personalidade, etc.
Sua ação se faz através do trabalho e orientação de um terapeuta que funciona como facilitador, e da aceitação e cooperação do interessado, através do acesso as suas memórias subconscientes e inconscientes. Serve para tratar terapeuticamente distúrbios de ordem pessoal, interpessoal, transpessoal, psíquica, anímica, comportamental e física. É útil, ainda, como valioso recurso para desenvolver e despertar potencialidades e como instrumento auxiliar das demais técnicas terapêuticas.
Animismo e Espiritismo
ANIMISMO E ESPIRITISMO
Penso que, para uma compreensão mais profunda e completa do ser homem-espírito, não podemos dissociar o aspecto anímico do espiritual, já que ambos são complementares.
Segundo Bozzano:
“Nem um, nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. Ambos são indispensáveis a tal ponto que não podem separar-se, pois que são efeitos de uma causa única e esta causa única é o espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e quando se manifesto mediunicamente, durante a existência desencarnada, determina os fenômenos espiríticos.” (Bozzano, Ernesto, 1987)
Correlacionamento entre Espiritismo, Animismo e Personismo
Estes fenômenos, na esfera de atividades espíritas, significam a intervenção da própria alma ou personalidade do médium nas comunicações, através do desdobramento e incorporação psicofônica. Essa interferência, geralmente inconsciente, por vezes é tão sutil que os médiuns, doutrinadores ou assistentes, têm dificuldade de perceber quando isso ocorre ou quando é um espírito que intervém. Imagine isso ocorrendo no dia a dia, dentro das nossas casas, sem que tenhamos o mínimo conhecimento do porquê do estranho comportamento de nosso familiar.
Também não podemos confundir esses fenômenos com “mistificação” que é a intenção deliberada de enganar, resultado da má intenção. Animismo e personismo são manifestações de elementos desdobrados da consciência ou do campo anímico.
Kardec ponderou que era preferível “rejeitar nove verdades do que aceitar uma mentira”. Com essa recomendação ele sugeria agir com prudência, com sabedoria, submetendo tudo sob o crivo da razão, sem medo, procurando desenvolver a capacidade de discernir e tratando os mistificadores, que são doentes necessitados de ajuda. Os terapeutas e socorristas conscientes não agem com desconfiança e não se negam a ouvir quem quer que seja, agem com prudência e atenção, visando captar e descobrir as reais intenções de cada um e também o móvel que o leva a agir desonestamente, para poder tratá-lo com eficiência. As palavras, as expressões e as manifestações das pessoas, personalidades ou espíritos, revelam o íntimo do manifestante, o seu aspecto intrínsecos e o seu temperamento psicológico. Suas conquistas, fracassos, alegrias ou aflições, manhas ou venturas, sonhos ou derrotas. Muitas vezes essas manifestações são assinaladas por cenas dolorosas, fatos trágicos ou detestáveis, mostrando a necessidade de tratamento, amparo e orientação para o elemento desajustado ou doente que se expressa de forma perturbadora ou mascarada. E nesse caso a técnica apométrica, o Desdobramento Múltiplo e a TVP, bem orientados e bem aplicados, são os instrumentos adequados para o tratamento.
A Terapêutica
A TERAPÊUTICA
Conhecida a estrutura do Agregado Humano (corpos, personalidades múltiplas e subpersonalidades) fica bem mais fácil tratar os distúrbios dela decorrentes.
Jung dizia que: “O funcionamento da psique se baseia no princípio da oposição entre os elementos contrários. E que, a tarefa do homem no caminho de individuação é unir os opostos”. Evidentemente, que ao falar de elementos contrários está falando do “eus”, “personalidades múltiplas” e “subpersonalidades” antagônicas, que coexistem em constante conflito, passíveis de tratamento terapêutico eficiente, graças a visão e dedicação do Dr. Lacerda, que soube aproveitar grande parte do conhecimento existente sobre o assunto e transformar esse conhecimento na técnica apométrica, que deu origem a técnica do Desdobramento Múltiplo, que faculta a terapêutica das personalidades.
Não menos importante é o trabalho do espírito Joanna de Ângelis, que aprofundou estudos na área da psicologia transpessoal, ampliando as bases para uma terapêutica psicológica e psíquica de profundidade, principalmente a TVP (Terapia de Vida Passada), que hoje se encontra plenamente aceita e consolidada. O seu livro “O Homem Integral” representou um marco importante no desenvolvimento do psiquismo terapêutico, ao perceber e afirmar que é “nos alicerces do Inconsciente profundo encontram-se os extratos das memórias pretéritas, ditando comportamentos atuais, que somente uma análise regressiva consegue detectar, eliminando os conteúdos perturbadores, que respondem por várias alienações mentais.”
A Auto-obsessão
A Auto-obsessão é distúrbio grave e extremamente lesivo. É provocado e alimentado pelos elementos que compõem a consciência do próprio ser. Manifesta-se em forma de pessimismo, desconfiança, depressão, complexos, rebeldias, fugas (alheamento ou suicídio), apegos em vivências passadas, ódios, auto vampirismo, etc.
Síndrome da Eclosão Mediúnica
Denomina-se “Síndrome da Eclosão Mediúnica” o cortejo de sintomas que acompanha o despertar da mediunidade. Quando a pessoa traz mediunidade de cura ou de efeitos físicos, pela produção de ectoplasma que gera, esses sintomas se agravam acentuadamente.
Solução do problema: Assumir, educar e colocar a mediunidade a serviço do amor fraterno.
O Estímulo Desencadeador
As Personalidades Psíquicas acordam quando são ativadas por algum estímulo desencadeador qualquer, tanto no plano da consciência física ou espiritual, como através de um vício, uma vibração, uma imagem, um cheiro, um olhar, um tom de voz, um som, uma provocação, um ataque, um descontentamento, uma humilhação, um medo, um trauma, um apego, etc.
Muitas permanecem “hibernadas” por séculos até que algo as ative, ou então, a própria necessidade evolutiva da pessoa as despertará para que ressignifiquem seus conhecimentos e conteúdos.
Através de orientação podem se redirecionar ou se integrar ao bloco de “ego”. Ou então, diante de atitudes positivas da consciência física entram em colapso, anulando-se ou integrando-se às atividades progressivas da consciência física ou espiritual.
O Estudo do “Agregado Humano”, das “Personalidades” e “Subpersonalidades” e sua terapêutica, está perfeitamente inserta e de acordo com a proposta Kardequiana conforme é apresentada no “O Livro dos Médiuns", Capítulo I, 2ª parte, página 72 da 51ª edição, FEB, onde trata da “Ação dos Espíritos sobre a Matéria”, quando diz: “somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis”. Por isso, o estudioso de mente aberta não precisa se preocupar com conceitos doutrinários que, às vezes, parecem estar em desacordo com os pressupostos apométricos, apenas porque as nomenclaturas divergem ou porque não são mencionadas na doutrina.
Os desdobramentos das “Personalidades Múltiplas” e das “Subpersonalidades” são as duas categorias de fenômenos que nos interessam de perto, terapeuticamente, por serem as maiores causas de distúrbios no campo psíquico e mental da pessoa.
Influências que causam
Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades podem influenciar a personalidade física
de forma negativa ou positiva produzindo:
• Idéias confusas ou iluminadas.
• Pensamentos deturpados ou aformoseados.
• Desejos inferiores ou superiores.
• Sentimentos desalinhados ou alinhados.
• Vontade débil ou forte.
• Decisão frouxa ou determinada.
• Ação reativa ou ativa.
• Comportamento inadequado ou adequado.
• Aparência senil, infantil, doentia ou saudável.
• Atitudes incoerentes ou coerentes.
Etc.
Conforme Jung, "tudo isso se explica pelo fato de a chamada unidade da consciência ser mera ilusão. (…). Somos atrapalhados por esses pequenos demônios, os nossos complexos. Eles são grupos autônomos de associações, com tendência de movimento próprio, de viverem sua vida independentemente de nossa intenção. Continuo afirmando que o nosso inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo constituem um indefinido, porque desconhecido, número de complexos ou de personalidades fragmentárias.” (Jung, Carl Gustav, Fundamentos de Psicologia Analítica.Editora Vozes, 4ºed. páginas 67 e 68).
Algumas aplicações da terapêutica
do Desdobramento Múltiplo e da Apometria:
O nosso modelo terapêutico trata os sintomas, distúrbios, doenças e comportamentos negativos alternantes ou permanentes. Parte do princípio de que a gênese das sintomatologias estão na dissociação de consciência ou de personalidade, nos distúrbios de ordem espiritual, mediúnico, comportamental e anímico. Seus fundamentos tem base na psicologia, na psiquiatria e na Doutrina Espírita, (“Distúrbio das Personalidades Múltiplas” ou Distúrbio Dissociativo de Identidade, na descrição da Doutrina Espírita sobre a Obsessão e a Auto-obsessão, e também nos estudos sobre Constelação Familiar).
A Captação Psíquica e a Incorporação na mesa mediúnica revelam que o DPM constitui-se numa multiplicidade de elementos autônomos atuando desarmonicamente no campo psíquico dos indivíduos. Tais elementos psíquicos podem ser dissociados da própria pessoa, de familiares inconscientes em ação lesiva, de terceiros e a da participação direta ou indireta de espíritos.
Quando a pessoa afetada compreende sua situação e conscientemente deseja o tratamento, e quando outras pessoas em atitude fraterna desejam auxiliar aqueles que sofrem desse tipo de distúrbio, o interior mais profundo da pessoa ou das pessoas afetadas pode ser acessado e tratado. Desse modo, nosso modelo terapêutico permite encontrar caminhos para a compreensão, acesso, explicação e tratamento para muitos distúrbios e traumas psíquicos de difícil entendimento e de diagnóstico obscuro tais como medos, pânicos, depressões, esquizofrenias, retardos, autismos, doenças autoimunes, etc.
A existência desses múltiplos elementos psíquicos remontam de muitas culturas sem serem relacionados a distúrbios mentais. Assim, para o paradigma reencarnacionista, a denominação DMP (distúrbio das múltiplas personalidades), como estava no DSM–III, é muito mais adequada.
O DDI (distúrbio dissociativo da identidade), interpretado como distúrbio mental, tornou-se diagnóstico oficial da Associação Psiquiátrica Americana em 1980 (DSM-IV). A visão não reencarnacionista não pode admitir o conceito de personalidades múltiplas, dado que, dentro do paradigma materialista, a pessoa nasce com uma só personalidade.
O “Eu” Cósmico ou Quântico é único e indivisível, é o fulcro da consciência espiritual.
Porém, esse “Eu” é constituído e orbitado por personalidades psíquicas, pequenos “eus”, fulcros menores, estereótipos de cada personalidade vivida, que se manifestam em expressões diferentes de auto-realização (personalidade, personalidades múltiplas e subpersonalidades).
Quando em desarmonia, precisa tratamento adequado, fazendo com que esses elementos desarmônicos vibrem em consonância com seu centro unificador.
Necessário também, orientação e conscientização adequada ao atendido, para que mude sua maneira de ser, e também aos familiares.
Os procedimentos terapêuticos
O conjunto de procedimentos terapêuticos utilizados na Apometria e no Desdobramento Múltiplo é constituído dos seguintes itens: tratamento dos corpos sutis (tratamento vibracional, através da irradiação mental, nas cores que o irradiador mais gostar, já que os corpos não são passíveis de incorporação, somente de sintonia) e o tratamento dos elementos psíquicos ou anímicos dissociados que gravitam em torno do “eu transitório” ou “ego” (composto de duas partes distintas: a primeira parte é o momento em que se deve receber e ouvir o recém chegado (pessoa, espírito ou personalidade psíquica) buscando entender o seu problema, dificuldade ou motivação. É o momento da captação ou incorporação, da acolhida ou contenção, do depoimento (audiência ou audição). A segunda parte é o momento do tratamento que é composto de esclarecimento, doutrinação ou conscientização, regressão e progressão, hipnose ou despolarização de estímulos de memória, cromoterapia e reconfiguração, orientação e encaminhamento.
Sem dúvida nenhuma, o desenvolvimento da terapêutica apométrica por Dr. José Lacerda de Azevedo representou o grande marco para a retomada dos estudos, pesquisas e experimentações sobre o psiquismo humano. Foi a partir do trabalho fraterno e inteligente do Dr. Lacerda que pudemos desenvolver uma maior compreensão sobre as propriedades do Agregado Perispiritual (corpos sutis) e também sobre os distúrbios dissociativos de consciência (DDI e TMP) e as propriedades das personalidades psíquicas (Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades), velhos conhecidos das Doutrinas Secretas, da Doutrina Espírita, da Psicologia e da Psiquiatria.
A terapêutica do Desdobramento Múltiplo trata com eficiência:
• Distúrbios do comportamento (TOC);
• distúrbios do sono (insônia);
• distúrbios espirituais (obsessões diversas);
• distúrbios Anímicos (auto-obsessão);
• vícios e dependências químicas (dipsomania, tabagismo, etc) e síndromes raras
(autismo, retardo mental, acromegalia, etc).
Destina-se ao tratamento de distúrbios de ordem pessoal, interpessoal, transpessoal, psíquica, espiritual, anímica, personímica e física.
É, ainda, ferramenta empregada para tratar portadores de doenças genéticas de difícil resposta à terapêutica médica ou consideradas incuráveis, e útil como recurso e conhecimento auxiliar das demais técnicas terapêuticas.
Dessa forma, a terapêutica do Desdobramento Múltiplo atende aos pressupostos terapêuticos vislumbrados por Jung quando afirmou que “o funcionamento da psique baseia-se no princípio da oposição entre os elementos contrários (personalidades antagônicas). E que, a tarefa do homem no caminho de individuação é unir os opostos”.
Desobsessão com Desdobramento Múltiplo
Os atendimentos com a técnica do Desdobramento Múltiplo devem ser realizados da seguinte forma:
Atendimento com a presença do cliente; não priorizar o livre-arbítrio do obsessor; remover implantes astralinos; reconstruir o Modelo Biológico nos casos de deficiências, facilitando a recuperação nos casos de cirurgias reparadoras; proporcionar a possibilidade de incorporações múltiplas e simultâneas; tratar dependências químicas, vícios em geral e doenças de etiologia obscura; acessar e tratar corpos, níveis e subníveis afetados, causadores de distúrbios no campo físico; tratar simbioses na obsessão compartilhada; tratar cordões entre níveis e chacras; resgatar personalidades no astral inferior; rastrear, localizar e destruir trabalhos de magia; alinhar polaridades invertidas; tratar e encaminhar Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades.
O número de atendimentos e a eficácia do tratamento dependem:
• de cada caso;
• da condição encarnatória, da razão do existir do paciente;
• do amparo espiritual, merecimento, esforço, dedicação e seriedade com que o paciente conduz o tratamento.
• da capacitação, empenho, harmonia, equilíbrio e amor fraterno do grupo atendente;
• do empenho do paciente em fazer sua reforma íntima e seguir as orientações dadas;
• da colaboração do grupo familiar e da necessidade de aprendizado de cada uma das partes interessadas.
As Leis dos Desdobramentos das Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades
AS LEIS DOS DESDOBRAMENTOS DAS
PERSONALIDADES MULTIPLAS E SUBPERSONALIDADES
Primeira Lei - Lei da Formação e Dissociação das Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades
Essa Lei é dividida em duas partes:
a) Lei da Formação e Dissociação das Personalidades Múltiplas Sucessivas vividas em outras existências.
b) Lei da Dissociação da Personalidade (atual) Física (ego ou consciência) em Subpersonalidades.
Enunciado: Ao reencarnar para nova experiência evolutiva, o espírito necessita formar, além de um novo corpo físico, uma nova personalidade. Essa nova personalidade sobreviverá à morte do corpo físico e, pela sua consistência e hábitos adquiridos durante a existência carnal, desenvolverá um certo grau de individualismo e poderá demorar-se nesta condição por tempo indeterminado após a morte física, influenciando futuras personalidades até que compreenda sua situação diante do seu próprio agregado espiritual com o qual deve cooperar. Depois de tomar consciência total de si mesma, “despersonalizando-se” totalmente, é que aceitará integrar-se à Individualidade Eterna e acoplar-se por completo.
As personalidades sucessivas, por constituírem-se ou possuírem uma espécie de “ego”, também podem se desdobrar em subpersonalidades com conteúdos e comportamentos específicos e distintos.
b) Lei da Dissociação da Personalidade (atual) Física (ego) em Subpersonalidades.
Enunciado: Toda a vez que a Personalidade Física conflitar-se, frustrar-se, viciar-se ou entrar em desarmonia, reprimir o conflito, a frustração, o vício ou a desarmonia sem solucioná-los adequadamente, poderá reagir negativamente causando o desdobramento de si mesma, em forma de subpersonalidades, de periculosidade e sofisticação variada, podendo causar a desestabilização da saúde por gerar distúrbios e reações patológicas altamente lesivas e prejudiciais ao campo psíquico, psicológico, comportamental e físico.
Segunda Lei das Personalidades Múltiplas Sucessivas e Subpersonalidades
Lei da reintegração das Personalidades Múltiplas Sucessivas e Subpersonalidades.
Enunciado: As Personalidades Múltiplas Sucessivas e Subpersonalidades dissociadas ou associadas desarmonicamente devem, após conscientizadas e tratadas, ser reintegradas ou acopladas ao seu próprio agregado, com o qual devem cooperar, despersonalizando-se totalmente e integrando-se à Individualidade Eterna.
Terceira Lei das Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades
Lei das Propriedades do Elementos do “Agregado Humano”.
(Esta Lei deve ser a última deste ciclo de conhecimento, é extremamente complexa e ampla. Traz grandes revelações. E vai transcorrer muito tempo até que ela seja totalmente compreendida e aproveitada em toda a sua potencialidade.)
Enunciado: O espírito enquanto na carne, manifestando uma nova personalidade, pode arrojar de si mesmo não só personalidades antigas reativadas, como também subpersonalidades desdobradas da atual consciência ou personalidade física (ego).
Estes elementos, “personalidades múltiplas” e “subpersonalidades”, têm um grau elevado de livre-arbítrio, capacidade de ação e interação com o meio físico, anímico, psicológico e espiritual onde atuem, com possibilidade de interagir com os habitantes de qualquer um desses meios, podendo causar-lhes dificuldades ou auxiliar, conforme a intenção que tenham ou a natureza da força mental que as arrojou. Da mesma forma, em sentido inverso, Personalidades Múltiplas Sucessivas ou Subpersonalidades desequilibradas, próprias ou de outros indivíduos, podem estabelecer sintonias ou simbioses e permanecer conectadas a nós, gerando desarmonias e perturbações de diversas ordens (inconsciente coletivo).
Utilidade: O conhecimento dessa Lei faculta-nos a possibilidade de descoberta, despertar e desenvolvimento de inúmeras potencialidades ainda adormecidas no homem atual e a identificação e tratamento terapêutico de, praticamente, todas as desarmonias e distúrbios relacionados com a reencarnação, formação dos corpos, comportamento humano e doenças de origem anímica.
O Atendimento
O atendimento pela técnica do Desdobramento Múltiplo é realizado através do exercício da mediunidade e do desdobramento anímico dentro de uma casa espírita ou espiritualista, e não deve ser remunerado. Normalmente, o interessado inscreve-se para o atendimento e deverá seguir as instruções de cada grupo ou casa socorrista. Participam e colaboram nesse atendimento um grupo de pessoas treinadas nesse tipo de trabalho, que farão o desdobramento perispiritual do paciente ou a verificação se há desdobramento desarmônico e dissociação dos elementos da consciência, verificando e corrigindo as possíveis dificuldades existentes, como também verificando a possibilidade da existência das chamadas "presenças" ou “obsessores”, interessados em prejudicar a pessoa.
Depois disso, desenvolve-se o tratamento e são dadas as orientações ao atendido.
"Ninguém pode esperar ser compreendido até que os outros apreendam a linguagem que ele fala." Fernando Pessoa (1888 - 1935)
3- (“O Espírito na Arte e na Ciência”, “Tipos Psicológicos” e “Aion, Estudos sobre o simbolismo do si mesmo – Vozes, C.G Jung)
Advertência sobre as críticas sectaristas
ADVERTÊNCIA SOBRE AS CRíTICAS SECTARISTAS
São de extrema clareza as afirmações de Ramatis, na obra “Chama Crística”, editora do Conhecimento, psicografada por Norberto Peixoto, e prefaciada, de forma singular, por Mariléia de Castro:
“A DIVINA CHAMA DA VERDADE QUANDO ACESA EM VÓS, CONDUZ À PAZ E À LUZ;
AO DESPERTAMENTO DO EU CRÍSTICO.” (pág.7)
“A revelação da Verdade sempre foi, e sempre será, gradual, embora o queiram negar fanáticos e intolerantes de todos os tempos.” (pág. 14)
“A Espiritualidade é universalista, crística, não existindo do lado de cá sectarismos, seitas ou religiões, dogmas ou ritualismos exclusivistas”. (pág. 15)
“Assim, a mensagem de Ramatis, conquanto amorosa e tolerante, traz a franqueza simples da verdade: “Não é a força dos mistérios ocultos que eleva o ser, e sim o culto íntimo de cada um validado pelas obras”. E “Chama Crística” vem na tônica peculiar da mensagem ramatisiana: jamais conformista ou repetitiva, sempre progressiva, inserindo mais um degrau de conhecimento, um novo e instigante conteúdo do grande livro da Sabedoria Divina, na qual nos graduaremos um dia. Se não ficarmos relutando, indefinidamente, para sair das primeiras lições...” (pág. 16, texto extraído do prefácio de Mariléia de Castro, último parágrafo).
Mediunidade e formação dos grupos
MEDIUNIDADE E FORMAÇÃO DE GRUPOS
Conforme Emmanuel, “a Mediunidade é talento do céu para serviço de renovação do mundo, mas é lâmpada que nos cabe acender ...”. Assim sendo, para a formação de um grupo mediúnico eficiente, para atendimentos com as técnicas apométrica e do Desdobramento Múltiplo, precisamos ter uma noção mínima sobre o que é necessário para a realização de um bom trabalho.
O estudo da Doutrina Espírita é a base, dado a amplitude e a profundidade das informações que ela nos traz sobre o assunto. Mas é preciso se ter noções sobre o funcionamento da consciência, da mediunidade, da obsessão, da auto-obsessão, do Agregado Humano, do animismo, da cromoterapia mental, da doutrinação, da hipnose, da regressão e da progressão de memória, do comportamento humano e dos distúrbios medianímicos, sem o que não se pode socorrer com relativa eficiência e nem trabalhar com segurança.
Sem conhecimentos e sem a Mediunidade bem orientada não se pode fazer um trabalho apométrico adequado, dado a grande necessidade da incorporação dos elementos perturbados ou perturbadores (personalidades múltiplas, subpersonalidades e espíritos), para tratamento.
O “choque anímico” provocado pela incorporação é fundamental para desagregar energias negativas condensadas na estrutura dos elementos incorporados e também para desconcentrar o monoideísmo nos mesmos.
Assim sendo, é fundamental que o interessado em trabalhar com Apometria aprenda, antes das técnicas apométricas, a conhecer e a trabalhar eficientemente com a mediunidade, seja no papel do incorporador ou do esclarecedor/doutrinador. Portanto, todo o curso de Apometria deve incluir treinamento prático desde o inicio.
O tratamento adequado e a cura se encontram:
- na compreensão das imensas possibilidades que o ser humano tem, ao seu alcance, de atuar através da vontade consciente e bem direcionada;
- na transformação moral;
- na conversão do instinto primitivo em força produtora de novas energias;
- na consciência de que a doença resulta do choque entre a mente e o comportamento, o psíquico e o físico;
- na compreensão de que o homem é, segundo Albert Eistein, “um conjunto eletrônico regido pela consciência”, ou, segundo Joanna de Ângelis, “um agrupamento de energias em diferentes níveis de vibração”;
- na compreensão de que a conduta desregrada, as ocorrências viciosas, os pensamentos violentos e as forças descompensadas do instinto produzem congestão ou inibição de energias, geram correntes continuas de caráter enfermiço, e causam depressão, obsessão compulsiva e degeneração de tecidos e órgãos.
Perguntas Frequentes
PERGUNTAS FREQUENTES
Qual a utilidade das terapêuticas psíquicas e espirituais?
Considerando-se que o homem é muito mais que um “ser material”, devemos buscar a compreensão da realidade maior do ser humano, o parâmetro espiritual, e desvendar seus abismos misteriosos. A utilidade dos estudos e tratamentos psíquicos e espirituais é pesquisar esses aspectos do ser humano, até agora deliberadamente ignorados ou pouco estudados pela chamada ciência oficial, encontrar a causa dos distúrbios e dores não diagnosticadas, e a uma forma de alívio ou cura para elas.
Para se fazer um tratamento desses é preciso que se acredite em reencarnação?
Absolutamente. Embora grande contingente de cientistas de renome sejam reencarnacionistas e hoje já defendam o fenômeno das vidas sucessivas, para que se possa fazer um tratamento com TVP, Apometria ou Desdobramento Múltiplo, é necessário apenas a vontade e a decisão do interessado.
Em que a Terapia de Vida Passada, que é trabalho remunerado, difere do atendimento espiritual mediúnico que deve ser gratuito?
Sem dúvida, existem grandes diferenças entre um atendimento espiritual que é realizado nos centros espíritas, por equipes dedicadas ao exercício da fraternidade, trabalhando gratuitamente para auxiliar as pessoas, em horários extra profissional, atendendo problemas relacionados com obsessão praticada por espíritos, e um atendimento psicoterápico profissional, realizada por um terapeuta, em horário normal da preferência do cliente, com TVP, Regressão de Memória ou qualquer outra modalidade terapêutica.
A Terapia Regressiva ou de Vida Passada é conhecimento adquirido através de cursos, esforço e altos custos. Para seu exercício exige-se estudo, observação, pesquisa, cursos, profissionalização, registro em conselho de classe, documentação adequada, legalização junto a órgãos públicos municipais, estaduais e federais, pagamento de impostos, coisa que não acontece com aqueles que se dedicam ao socorro espiritual. Trabalha o campo vibracional do ser, nos seus aspectos psíquicos e emocionais, buscando dissolver as pulsões incômodas, geradas pelas lembranças perturbadoras gravadas em vivências traumáticas experimentadas nesta ou em passadas existências. Nada tem a ver com espíritos ou mediunidade. Não se utilizam médiuns em consultório de terapia, não se invoca espíritos e nem se trabalha incorporado por guias ou mentores espirituais. No entanto, dentro do trabalho terapêutico remunerado, o conhecimento da realidade espiritual será de grande valia ao terapeuta.
Quais as diferenças entre TVP, RM e RME, se é que existem?
Em nosso entender, a TVP, Regressão de Memória e Regressão de Memória Extracerebral são coisas bem diferentes. Terapia de Vida Passada é toda a terapia que trabalha com a possibilidade de cura de eventos traumáticos, registrados em algum departamento do subconsciente ou inconsciente, desta ou de outras existências, independentemente de se utilizar ou não regressão ou rememoração do fato trabalhado.
Regressão de memória é o reviver de um evento esquecido ou arquivado no inconsciente ou subconsciente do ser, nesta ou em outras existências e que pode ou não ocorrer dentro do processo terapêutico da TVP.
Já a regressão pela memória extracerebral é, obrigatoriamente, o reviver de uma memória de uma existência passada, que pelas suas características ou não, pode ter sido gravada na atual existência. Temos também o rememorar de fatos passados, através da atenção concentrada no sintoma, que permite, dentro das limitações perceptivas maiores ou menores do paciente, a imediata identificação do problema com a conseqüente cura.
Precisamos dizer ainda, que vivemos a maior parte de nossas vidas, de certa forma, regredidos, pois somos constantemente influenciados pelas lembranças de passado, boas ou más. Estão aí para comprovar o fato, as fobias, a raiva, as depressões, os medos, as angústias, as ansiedades, as desconfianças e ciúmes infundados, etc. O que seria isso senão a memória aflorada da vivência traumática de passado?
A terapia regressiva pode produzir catarses emocionais profundas, desentranhando e tratando traumas arquivados no inconsciente ou subconsciente, vivenciados na pré-concepção, gestação, experiência perinatal e primeira infância. Pode tratar com eficiência, também, distúrbios emocionais e mentais de gênese recente ou de existências vividas há séculos ou milênios, estados alterados de consciência, alternância de personalidades psíquicas, etc.
É evidente que cada terapeuta desenvolve técnicas e recursos diferentes, conforme sua cultura, tendência ou preferência. As terapias regressivas extracerebral englobam uma infinidade de sistemas metodológicos como também podem albergar-se em concepções filosóficas diferenciadas. Para os que aceitam a hipótese das existências múltiplas e sucessivas os resultados são melhores e o próprio trabalho se desenvolve com mais facilidade. Para os que não aceitam, haverão mais dificuldades.
Qual a diferença entre essas técnicas e a hipnose?
Podemos considerar que a hipnose é uma técnica diferente dessas outras, pelo pressuposto de que o paciente ao se permitir ser hipnotizado tende a ficar mais à mercê da sugestão do hipnotizador e, na maioria dos casos, em maior estado de sonolência. Nas demais técnicas de TVP ou regressão, o paciente permanece consciente e senhor da própria vontade, só acata a sugestão dada se quiser, se ele achar que faz algum sentido. Caso contrário, tem plena liberdade de não aceitar. Ocorre também que, no cérebro do paciente, a área acionada é diferente nas diversas terapias. Na TVP e regressão, recordando o passado, a área acionada é o lobo médio temporal. Na hipnose, é ativado o lobo parietal. Fantasiando, ativa o lobo frontal. Em sono natural ativa regiões do "bulbo", "ponte" e "cerebelo".
A TVP e a regressão de memória extracerebral são realizadas com o paciente consciente o tempo todo, detendo o controle da situação, e, simultaneamente, ouvindo o terapeuta, os sons externos que vibram ao seu redor, e fazendo uma espécie de “viagem” no tempo recente ou remoto, e, na absoluta maioria dos casos, lembra de tudo ao sair da sessão terapêutica. É como se ele, paciente, estivesse observando um acontecimento muito distante, através de poderoso telescópio. Sua mente está focada em acontecimentos que podem estar há dezenas, centenas ou milhares de anos, podendo vivenciar, observar, relatar e elaborar esses acontecimentos ocorridos em outra existência, independente de conceitos, preconceitos, crença religiosa, idade, formação, etc.
"Nos alicerces do inconsciente profundo encontram-se os extratos das memórias pretéritas, ditando comportamentos atuais, que somente uma análise regressiva consegue detectar, eliminando os conteúdos perturbadores, que respondem por várias alienações mentais" (Joanna de Angelis).
Todas as pessoas podem regredir ao passado e rever suas pretéritas existências, sem o perigo de que regrida e não consiga mais voltar, ficando preso no passado?
Todas as pessoas podem rever ou reciclar suas memórias pretéritas, mas nem todas perceberão os eventos causadores das suas desarmonias ou conseguirão fazer a leitura consciente de suas lembranças de passado. De outra forma, podemos dizer que nem todas as pessoas têm facilidade para lembrar de vivências ocorridas em outras existências, portanto, não entram em regressão consciente. Só entram em regressão consciente cerca de setenta por cento dos interessados. Aproximadamente, trinta por cento entram já na primeira tentativa, e cinqüenta por cento, da segunda em diante. No entanto, todas saem beneficiadas, porque mesmo sem regredir conscientemente, a pessoa revisa internamente suas dificuldades e questões e, os sintomas perturbadores, na maioria das vezes, acabam desaparecendo.
Utilizamos normalmente a palavra regressão para explicar a rememoração de eventos vividos em outras existências, por ser mais conhecida e didática. Na realidade, durante o tratamento o paciente não entra em regressão e nem viaja para lugar algum. Ele permanece ali, reclinado ou deitado, plenamente consciente do momento presente, conversando com o terapeuta, só que em estado modificado de consciência, alcançando ou lembrando também o momento em que ocorreu o evento traumático que o perturba.
Então, só há na realidade, um "estado modificado de consciência". Uma consciência expandida pode perceber de forma mais clara os registros que possui, independentemente da dimensão de tempo e espaço. É como alguém que desce aos escuros porões de sua casa, portando uma boa lanterna, verificando o que ali está guardado.
Só existirá perigo se a regressão for feita de forma irresponsável, sem acompanhamento de um profissional qualificado. E, em nosso entender, o profissional qualificado é aquele que fez um curso especializado, ou que pesquisou e observou muito e desenvolveu uma boa técnica. Eu diria até que é mais especializado aquele que conheça a Doutrina Espírita e saiba como funciona a mediunidade e obsessão e que saiba como lidar com os espíritos. Principalmente, que saiba a diferença entre os sintomas causados por mediunidade perturbada ou obsessão, que saiba identificar as desarmonias geradas pelas personificações múltiplas, ativas, e os causados por lembranças traumáticas de passado.
As alegações de que o paciente pode não mais retornar de uma regressão ou ficar preso em uma vida passada, ou a um estado desarmônico vivido em outro tempo, não tem nenhuma base lógica e significa ignorância sobre o assunto. Quem afirma isso desconhece totalmente essas terapias, os recursos e técnicas nelas utilizados. Não há nada a temer.
Como é a técnica que vocês usam para levar o cliente a acessar as suas memórias extracerebrais?
Basicamente, a técnica da TVP ou Regressão que utilizamos é uma forma de leitura das pulsões desarmonizadoras ou fragmentos de memórias traumáticas que brotam das instâncias denominadas inconsciente e subconsciente, onde estão registradas as experiências vividas em outros tempos. Na realidade, essa leitura constitui-se de uma interpretação desses sinais, pulsões ou sintomas, decodificando-os à luz da razão e da lógica. Por exemplo, se um cliente nos procura com a queixa de ter "síndrome do pânico", nós procuramos verificar o que ele está sentindo, o significado do que ele está sentindo. Por experiência já sabemos que esse cliente está em estado alterado de consciência revivendo ou lembrando de um evento traumático ocorrido em outro tempo e lugar, por isso o pânico infundado. Então, fazemos com que ele sintonize, perceba e racionalize a causa do problema e a compreenda. Que perceba o evento que está produzindo o sintoma, e o racionalize, concluindo que é apenas uma lembrança de algo ameaçador e que ele não corre mais nenhum perigo.
O fato de lembrar o que aconteceu há muito tempo atrás não vai piorar as coisas?
A Terapia de Vida Passada é uma terapia que lida com a lógica e com a inteligência das pessoas. Assim, quando o nosso paciente da questão anterior, que sofre de claustrofobia, acessar suas memórias e descobrir que, em outra existência, viveu um drama e morreu aprisionado em estreita e infecta masmorra, para o qual faria sentido a sensação claustrofóbica, ele perceberá que tudo aquilo que o personagem da sua história vivenciou não faz mais sentido para ele nos dias de hoje. A partir daí vai ocorrendo uma conscientização e a racionalização sobre esse conteúdo que estava instalado e reprimido no seu subconsciente e o trauma vai sendo diluído, embora permaneça a lembrança da experiência vivida e o aprendizado que dela decorreu. Mas o paciente, em breve, estará curado do pânico e “desidentificado” da antiga personalidade prisioneira.
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